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Rover árabe Rashid levará inteligência artificial à Lua

O rover Rashid, dos Emirados Árabes Unidos, foi lançado em dezembro e segue em direção à Lua. A bordo, ele leva um sistema de aprendizado de máquina desenvolvido pela Mission Control Space Services (MCSS), em parceria com a agência espacial canadense. O veículo está alojado dentro do Hakuto-R, o módulo de pouso ispace japonês, e deve chegar ao nosso satélite natural em abril.

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Ao chegar, o rover buscará minerais e outros compostos de interesse e investigará o passado da Lua com a ajuda do sistema, uma demonstração de tecnologia que o ajudará na tomada de decisões. Se tudo correr bem, esta será a primeira vez que uma inteligência artificial será trazida para funcionar além da órbita baixa da Terra.

Espera-se que Rashid opere por aproximadamente um dia lunar (cerca de 14 dias terrestres). Nesse período, o MCSS receberá imagens de navegação do rover através do módulo de pouso, que também cuidará da comunicação com a Terra. Segundo Ewan Reid, CEO da empresa, cada pixel das imagens enviadas será classificado como um determinado tipo de terreno.

Ele acrescenta que as informações serão transmitidas às equipes de campo, para serem utilizadas por cientistas e engenheiros no escritório da empresa e em universidades do Canadá. Dessa forma, todos podem ajudar os membros da missão a decidir onde será a próxima “parada” do rover.

Para ele, quando chegar o momento em que os engenheiros estiverem confiantes de que a inteligência artificial pode diferenciar minerais e distinguir rochas de crateras, a ajuda humana em futuras missões pode não ser mais tão necessária.

Reid também aponta que a IA pode ajudar a economizar largura de banda de transmissão por satélite: como é limitada, pode ser usada para transmitir apenas os dados, imagens e vídeos de que os cientistas precisam.

O CEO ressalta que este é apenas o começo: Reid observa que o possível sucesso do sistema pode ser essencial para futuras missões lunares da NASA. “A inteligência artificial será uma ferramenta crítica para a tomada de decisões a bordo da espaçonave”, concluiu.

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