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O que aconteceu com o universo em 2022?

O planeta Terra não é o único que sofre mudanças significativas durante o ano. Nesse período, o próprio universo sofre variações sutis que, acumuladas ao longo dos anos, impõem alterações mais drásticas.

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No nosso planeta, algumas coisas acontecem durante 12 meses — a passagem de quatro estações climáticas sazonais significa uma série de ciclos, como o aumento/diminuição da população de algumas espécies, diferentes fases dos ciclos da água, entre muitos outros.

No universo, nesse mesmo período, as mudanças são bem menos perceptíveis, mas isso não significa que sejam pequenas. Na verdade, não os notamos devido a distâncias cósmicas e proporções astronômicas de tamanhos, massas e densidades.

Nossa estrela, por exemplo, que pelos padrões astronômicos está bem ao nosso lado, está a 149.600.000 km de distância da Terra — algo inimaginável para nós humanos, pois nunca vivenciamos isso aqui na Terra. Ainda assim, é quase nada em escala cósmica.

Devido às proporções do universo, mudanças muito grandes para nossa percepção podem, na verdade, ser insignificantes em relação ao todo. Por exemplo, nosso Sol, devido a reações nucleares internas, perde cerca de 1017 quilos de massa por ano. Isso é muito para a nossa concepção, mas equivale a apenas um espirro para a nossa estrela.

Mesmo assim, esses “espirros” têm consequências a longo prazo: à medida que nossa estrela perde massa, seu poder gravitacional diminui. Assim, a Terra espirala para fora, aumentando nosso raio orbital em 1,5 cm a cada ano.

Outras mudanças sutis curiosas com implicações importantes para o futuro: as interações gravitacionais diminuem a rotação do nosso planeta, tornando os dias 14 microssegundos mais longos a cada ano. Neste mesmo período, a distância Lua-Terra aumenta 3,8 cm.

As consequências são interessantes e às vezes requerem pequenos ajustes em nossas tecnologias. Por exemplo, dias ganhando alguns microssegundos podem exigir acréscimos ocasionais de segundos em nossos relógios.

Com o passar de 12 meses em nosso planeta, o Sol fica mais quente, ficando 0,0000005% mais brilhante; cerca de 5 novas estrelas de baixa massa se formam na Via Láctea; 50 milhões de supernovas explodem em todo o universo e a radiação cósmica de fundo em micro-ondas (a luz “fóssil” do Big Bang) torna-se 200 picokelvins mais fria.

Em todo o universo observável, as estrelas formadas no período de um ano somam um total de 45 bilhões de massas solares. Devido à expansão do universo, o limite observacional aumentou em 60 trilhões de km (ou 6,5 anos-luz) em 2022. Ele também aumenta o limite perceptível em cerca de 35.000 a cada ano.

Isso sem falar em eventos mais misteriosos como rajadas rápidas de rádio, a formação de novos buracos negros, colisões entre objetos massivos como estrelas de nêutrons – todos importantes para os ciclos de energia e transformações de matéria do nosso universo.

Assim como nosso planeta está em constante mudança ano após ano, o próprio universo está sempre evoluindo, tornando-se cada vez mais caótico e complexo devido à entropia. Cada ano terrestre é mais um grão de areia que flui pela ampulheta do universo, que caminha para um fim inevitável – ou um novo começo.

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