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Espuma vegetal é a nova alternativa verde para colchões e assentos de carro

Uma alternativa mais sustentável ao poliuretano, substância da espuma de bancos e colchões de carros, foi desenvolvida a partir de plantas por pesquisadores da Clemson University, nos Estados Unidos. Além de ser mais amiga do meio ambiente, a nova espuma dispensa o uso de substâncias que podem trazer riscos à saúde humana.

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As espumas de poliuretano estão presentes em nosso dia a dia, presentes em diversas situações onde é necessário um material leve capaz de dar suporte estrutural. No entanto, seu processo de fabricação envolve produtos químicos que podem ser cancerígenos.

O polímero é sintetizado pela reação entre um poliol e um isocianato. O primeiro químico já tem várias alternativas, mas o segundo, potencial causador de câncer, ainda não tinha substitutos viáveis. Já as espumas vegetais podem evitar essa substância. A alternativa utiliza lignina, um subproduto da indústria de papel. Outra substância de origem vegetal, um óleo, é introduzida para dar flexibilidade e resistência ao material.

Entre os vários méritos da inovação está o uso da própria lignina. Sua estrutura complexa torna a substância difícil de usar. A espuma ainda pode ser reciclada, pois seus componentes podem ser separados para um novo uso.

por que isso Importa

Apesar de ser o sexto plástico mais produzido no mundo, o poliuretano está entre os materiais menos reciclados. Além disso, sua decomposição é extremamente lenta, pois a espuma é feita para durar muito tempo. O material também contribui para o problema dos plásticos no oceano.

A alternativa é mais sustentável, pois utiliza matéria-prima renovável que pode ser reaproveitada. Este fator é fundamental para uma abordagem de economia circular, quando os resíduos podem ser reintroduzidos na cadeia produtiva para reduzir sua pegada ecológica.

Para os cientistas responsáveis ​​pela inovação, um material plástico deve ser pensado não só de acordo com sua aplicação, mas também de acordo com sua destinação final. Eles esperam que seu estudo inspire outros cientistas a encontrar alternativas sustentáveis ​​aos materiais que usamos hoje e são descartados sem possibilidade de reaproveitamento.

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